Perigo no Cern

Caros Amigos.

A Organização europeia para a investigação nuclear, mais conhecida por CERN, do francês “Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire” (Conselho Europeu para Pesquisa Nuclear), é o maior centro de estudos sobre física de particulas do mundo, possuindo o LHC (Large Hadron Collider), nada mais nada menos, o maior acelerador de partículas do mundo.


Os seus cientistas notabilizaram-se com várias descobertas, recebendo vários prémios Nobel.

Uma das descobertas, que todos nós usamos, foi o WWW (World Wide Web).
Portugal participa com cerca de
200 cientistas neste projecto.

Até aqui tudo bem, o grande problema centra-se nos objectivos que o Cern pretende alcançar, que passa por reproduzir o Big Bang. O que implica uma colisão que poderá gerar temperaturas que podem chegar a biliões de graus.
Numa fracção de segundo, um ponto minusculo pode ser mais quente que uma galáxia.


O LHC, meio tecnológico que usam na tentativa de recrearem o Big Ban, em cima mencionado é um anel subterrâneo, a cerca de 100 metros do solo, com 27 km de comprimento e 8 km de diâmetro.
Os cabos utilizados no LHC totalizam uma distância equivalente a 10 vezes a distância da Terra ao Sol.

Possuem, sem duvida elemen
tos tecnologicos altamente ambiciosos.
Mas tal ambição provoca-me algumas inquietações.

Ora vejamos, centenas de engenheiros, químicos, medicos entre outros, de diversas industrias, existentes há dezenas, talvez centenas de anos, que vão desde o ramo automóvel, petroquimico, extracção mineira, até ao ramo farmaceutico, deparam-se todos os dias com diversos problemas técnicos, com situações desconhecidas.


Até aqui nada de novo, contudo no Cern, estamos a falar de uma experiência nova, totalmente desconhecida dos cientistas, algo que nunca foi vivenciado nem ralatado. Se em Industrias conhecidas deparamo-nos com situações novas e complicadas, o que dizer da tentativa de recrear o Big Bang? De criar uma explosão que pode atingir temperaturas que corresponderiam a somar a temperatura de centenas de “Sois”? No minimo assustador? Não poderão existir problemas técnicos de impossível resolução, tendo em conta a actual falta de conhecimentos? Estamos a falar de algo completamente novo, e não de uma mera experiência laboratorial.

Tentar recriar algo que ocorreu há biliões de anos, quando a ciência e conhecimentos tecnológicos encontram-se ainda numa fase muito inicial, é na minha opinião algo muito arriscado, que, espero eu, se posteriormente tivermos oportunidade, não nos venhamos a arrepender.

João Moura,

Only Knowledge can KILL US.

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