Duisy-Steel 18-10
Wednesday June 25th 2008, 11:09 pm
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Caríssimos,

Esta experiência caminha a passos largos para o seu final, mas ainda não é tarde para partilhar convosco alguns dos momentos vividos nestes últimos tempos.

Assim, deixo-vos aqui dois vídeos e um textinho que dedico a uma das mais recentes (mas não menos importantes) aquisições na minha lista de amizades. Para ela vai também um “muito obrigado”, pelo facto de ter contribuído amplamente para o acontecimento de momentos que recordarei sempre com saudade e com um estúpido sorriso na tromba.

Duisy-Steel 18-10

(Não sei qual deles me tranca;

Qual me distrai mais do tempo:

Se o vento frio lá fora,

Se o calor que mói cá dentro.

Talvez seja o céu azul,

Que me ameaça em cinzento;

Ou a cor dos olhos dela…)

Ai se ela me visse agora

Como me viu num serão:

De timidez reprimida,

A cantar-lhe uma canção,

E a sacudir as penas

Com três acordes na mão.

Mas por vezes o Sol nasce

P’ra roubar vida aos sussurros.

Ela pescou sentimentos;

Os meus andavam aos murros.

E num segundo, lá fora,

Entre arvoredos e urros;

Nos olhos, vi-lhe cavalos;

Os lábios deram-me burros.

Não te escondas dos meus olhos luminosos!

Não prives os meus ouvidos do compasso dos teus pés!

Vem desenhar-me sorrisos e provar os meus segredos,

Com aquela colher de chá Duisy-Steel 18-10!

E eu vasculhei os arrumos,

Enquanto havia esperança;

Devorei os livros falsos,

Na estante da confiança;

Debatemos emoções,

Numa língua pouco clara;

E num beijo definido,

Colou-me o selo na cara.

Sou o amigo especial;

No teu peito, promovido.

Dou-te todo o meu vermelho;

Borrões de branco a pedido.

E ainda que me encerre

E me mostre aborrecido,

Sou teu amigo na medida de um possível desmedido.

Sou especial de corrida;

No teu peito, demolhado.

Dou-te o açúcar nos gestos

E na palavra o salgado.

Tenho um corpo volumoso

E um coração inchado,

Mas se me quiseres guardar,

Eu caibo em qualquer bocado.

Não te escondas dos meus olhos luminosos!

Não prives os meus ouvidos do compasso dos teus pés!

Vem desenhar-me sorrisos e provar os meus segredos,

Com aquela colher de chá Duisy-Steel 18-10!

JB

Beijos e abraços,

João

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Liseberg
Tuesday June 10th 2008, 12:06 am
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Ora bem, hoje fomos ao parque de diversões “Liseberg”. Após uma rodada de adrenalina, ficam aqui as fotos e um vídeo muito bom hehe…

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Actualização..
Sunday June 08th 2008, 11:03 pm
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Bem, à falta de disposição para escrever alguma coisa, ficam só algumas fotos dos últimos tempos.

E um vídeo do cortejo da faculdade…

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O Rectângulo
Thursday May 15th 2008, 11:05 pm
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Amigos, amores e desconhecidos,

Já lá vão umas semanas desde a minha última intervenção neste muro cibernáutico, onde novidades escaldantes e arrebatadoras deste país distante vão sendo gradualmente pintadas por estes dois humildes habitantes do Rectângulo.

Devo dizer-vos antes de mais que não é minha profunda intenção repetir o estilo da primeira mensagem por mim publicada. No entanto, para aqueles de vós que esperam ler mais um conjunto de linhas entupidas de ordinarice, vou-me desviar um bocadinho do alvo pretendido e fazer, em dois pontos, uma curta actualização dos temas então abordados. Assim:

1. Felizmente, já não tenho comichão no testículo esquerdo. O mesmo não se pode dizer do direito…

[Sou tão previsível, não sou?]

2. Quanto a Magdalena, posso dizer-vos que está bem. Bem boa!

[Se alguém souber quem tem os direitos de autor desta piada, avise-me, por favor, que eu pago a multa.]

Pois é, meus caros! Parece que a ordinarice na minha cabecinha já viveu melhores dias. Pronto! Perdido por cem, perdido por mil! Cá vai uma dica de engate para alguém que cá queira vir durante o Inverno:

Primeira abordagem – “Olá! Tudo bem? Estás boa (bom) ou não queres dizer?”

(…)

Fabricar a teia (enquanto esfrega as mãos) – «”C’onscafandro” e meio! Está cá um barbeiro!»

(…) 

Chamar a presa – “Sabes onde é que ouvi dizer que faz um calor dos diabos? Parece que é no Inferno.”

(…) 

Sugerir – “E eu contigo até pecava…”

Não têm de agradecer. Faço este tipo de serviço público por amor à camisola. De qualquer forma, ainda que aparentemente esta dica tenha todas as condições para ser bem sucedida, é meu dever informar-vos de que nunca foi testada. Quando tive esta luz o Inverno já tinha acabado.

Ora bem! Mas voltando então à rota inicialmente definida, o que quero mesmo é partilhar convosco um pequeno, simples e bonito episódio que vivi esta tarde, enquanto dava um dos meus giros pós-laborais pela cidade.

Após uma breve conversa com um colega português durante uma curta viagem de eléctrico, eis que decidi abandonar o meio de transporte na paragem imediatamente anterior a Brunnsparken, cujo nome de momento não me recordo.

[Brunnsparken é aquela zona onde fica o maior shopping da Escandinávia – o Nordstan. Não sei se estão a ver. Como quem vai lá para os lados da Avenida principal de Gotemburgo. :p]

Ouvindo a minha musiquinha e compenetrado nos meus intensos pensamentos (tais como, “o que é que se há-de fazer hoje p’ra janta?…espero que o Rui tenha alguma coisa em mente.”), senti um toque suave no braço esquerdo. Quando me virei, fui abordado por uma sueca que me perguntou se o que eu e o meu colega tínhamos falado no eléctrico era português. Pediu-me desculpa pela curiosidade, disse-me que adorava a língua portuguesa e que já tinha ido algumas vezes a Portugal. Pronto! Está-se mesmo a ver o que aconteceu a seguir, não é verdade?

[Pensa aí a rapaziada: “Levaste-a para Frölunda e provaste-lhe que, embora a língua portuguesa seja bonita, há momentos em que duas almas fingem esquecer palavras e se unificam como partes do mesmo novelo que o gatinho do amor, em brincadeira inocente, se encarregou de entrelaçar.”]

[Que bons amigos que eu tenho. Além de poetas, teimam em acreditar em mim.]

Bem! Eu conto! Sabendo de antemão que para uma sueca me abordar ou tem de estar embriagada ou na faixa etária dos 60, a senhora seguiu o seu caminho e eu segui o meu, feliz por saber que ainda existe neste Mundo gente civilizada que se deixa encantar pelo Rectângulo e por aquilo que de bonito nele se vive.

Beijos e abraços,

João 

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Culinária Portuguesa…
Monday April 21st 2008, 9:35 pm
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Só para dizer que vamos abrir uma pequena loja de doces portugueses de nome “Frölunda Tuga”.  Fica aqui uma pequena amostra hehe.

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Ilhas…
Sunday April 20th 2008, 9:31 pm
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Ora bem, este domingo fomos conhecer as ilhas aqui de Göteborg. Uma em particular, Brännö. De salientar a presença de ovelhas hehe.

Ficam aqui algumas das fotos.

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Frölunda…
Wednesday March 26th 2008, 10:30 pm
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Ora bem, um pouco sobre o local onde vivemos, Frölunda.

(sim, é a “estrelinha” :P)

 

Basicamente é um aglomerado de prédios e nós estamos lá para o meio hehe.

Não esquecendo a super moderna paragem de eléctrico :P, Frölunda Torg.

 

E fiquem também a conhecer a equipa de ice hokcey cá da zona, Frölunda Indians (o nome não podia ser mais apropriado hehe).

E um cheirinho dum jogo…

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Viagem a Karlstad…
Monday March 24th 2008, 10:28 pm
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Partimos Sexta-feira (dia 21 Março) para Karlstad. É uma pequena cidade a cerca de 300 km de Göteborg.

Nevou durante todo o percurso; muito provavelmente o pequeno vídeo não passa a “imagem” do enorme manto branco que nos acompanhou durante toda a viagem.

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Já na cidade, ficámos no Karstad Youth Hostel.

Além de conhecer a cidade, percorremos um trilho perto do lago que banha a cidade.

E fica também aqui um pequeno vídeo duma cantora sueca…a cantar em sueco… só pela piada…hehe

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Mais fotos aqui.

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Do gueto, com saudade (Texto recomendado apenas às pessoas que me conhecem e que sabem que eu sou um anjo de rapaz!)
Thursday March 20th 2008, 1:52 am
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Queridos amigos e compatriotas; amores que por mim choram na nossa bela pátria,

É com um enorme prazer e com uma ligeira comichão no testículo esquerdo que vos escrevo da Escandinávia, agora que já lá vai um mês desde que estes machos latinos cá chegaram.

Gotemburgo é uma cidade agradável, organizada e com espaços que, se Deus nosso Senhor quiser, hão-de ser verdes quando a Primavera chegar. [Espaços esses onde eu e o Rui passamos os Domingos a apanhar o milho das pombas para fazermos pipocas para a semana toda, de tão cara que a vida é aqui. Eheh!] No entanto, há uma zona que destoa radicalmente desta breve descrição que acabei de fazer: Frölunda, meus caros. E de todos os belos locais onde eu e o Rui podíamos estar a viver, os indivíduos responsáveis pelo alojamento acharam que este nos assentava que nem uma luva. Para vos dar uma ideia da magia que paira neste paraíso, vamos fazer um pequeno exercício:

– Imaginem, por favor, sei lá…o fim do mundo! Já está?

– Agora,  metam-lhe um shopping! Que tal?

– Agora, para terminar, atirem para lá meia dúzia de suecos, carreguem nos iranianos, dois portugueses e um cheirinho a Pita Shoarma de tal forma intenso que, se deixarem uma carcaça à janela de manhã e a comerem à noite, é como se tivesse carne lá dentro. [Temos de experimentar, Rui!]

– Et voilá! Ça c’est Frölunda! [Pronto! É mau, mas não tanto.]

A faculdade, Chalmers,  é muito jeitosinha. Além de bonita e bem construída, fica num espaço aberto, com muitas árvores, onde até dá gosto passear. [Então quando é hora de trabalhar dá cá um gostinho…] No entanto, não posso esconder de vós a principal razão que faz desta escola um local tão harmonioso: Magdalena.

Magdalena é uma professora sueca, na casa dos 30-40 anos, que trabalha no meu departamento. [Para vos ser sincero, não tenho a certeza se ela é mesmo professora, mas que era menina para me ensinar umas coisas, isso era. Eheh!] E não há melhor forma de descrever Magdalena do que este pequeno poema de minha autoria, escrito em português arcaico: 

Não fazia por menos 

Magdalena de seu nome.

Tão belo corpo dá fome.

E que mal tem a idade,

Se ela é mulher e eu sou “hóme”? 

Magdalena é fantasia.

Em seus olhos traz o dia.

E em seu sorriso inocente,

Ai, meu Deus! Eu me perdia.

Magdalena é doçura.

Seu cagueiro é uma ternura.

E naquele gabinete,

Eu me entregava à loucura.

Mas Magdalena tem putos

E tem quem lhe guarde os frutos.

E por pior que me fique,

Eu vos digo com franqueza

Que me levava ao limite

Para dar a Magdalena cinco arrojados minutos.    

JB             

Ora bem! Parece que estou a ver a rapaziada aí a contorcer-se enquanto lê isto. [“Então aquele artista está-me na Suécia e só me fala de quarentonas?!”]. Têm razão! Vamos ao que interessa! Curto e grosso: as suecas caem-me aos pés e um latino, perante aqueles olhos azuis que até brilham no escuro, não pode perdoar. [“Olha o gajo! Caem-lhe aos pés…brilham no escuro, como quem diz que lhes afinfa ali pela noite fora, no escurinho do quarto…”] Não, não é isso. Eu é que tenho os pés um bocado compridos e as moças, coitadas, de vez em quando tropeçam. Portanto, este latino, em vez de não perdoar, tem é de pedir desculpa porque os pés são dele. Quanto aos olhos que brilham no escuro, é difícil não reparar, ou não fosse quase sempre de noite por cá. [Pois é, rapazes! Agradeço toda a fé que depositam em mim, mas, se têm ideias de vir um dia à Suécia com reputação de bons amantes, aconselho-vos a começar a torcer pelos restantes portugueses que cá estão.]            

Posto isto, como podem ver, estou a 100%. Sempre a viver a vida no limite.

Para terminar, gostava só de vos deixar uma ideia, ainda com respeito a Magdalena. É que um colega sueco que trabalha comigo tinha-me dito a princípio que o nome da senhora era Marghereta e esta cabecinha começou a pensar: “Marghereta…Marghereta…Margherita…pizza…”. Se assim fosse, podia ter sacado este Ás da manga (só para quebrar o gelo): 

“Oh, Marghereta! O seu nome é parecido com o daquela pizza…a Margherita. Palavra d’honra! Olha que há coisas do cacete! Pois é…

Tem graça! Estava aqui a pensar e parece-me que descobri outra semelhança entre si e a tal pizza…parece-me que ambas ficavam melhor se levassem chouriço…”

[Ingredientes da Pizza Margherita: http://splendidtable.publicradio.org/recipes/bread_pizza.html]

Hã? Quase que roça o ordinário… Deixa um travozinho a malagueta, não deixa? Assim, como elas gostam…Vá-se lá perceber como é que este lusitano continua a ser um justiceiro solitário. Palavra d’honra! Há coisas do cacete!

Beijos e abraços!

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Let it snow, let it snow, let it snow….
Monday March 17th 2008, 10:08 pm
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Ficam aqui umas fotos do dia de hoje… muita neve!!!

           

Mais notícias brevemente…!!

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