O que eu quiser ::: Rio de Janeiro Aqui eu escrevo o que me apetecer . o que me der na bolha. o que me der na veneta (esta e mto boa)

September 26, 2008

Digressão de Alentejanos 19-23 Julho 2008

Filed under: Uncategorized — lourenco @ 4:17 pm

Grupo de Alentejanos faz furor no Álem-Tejo.
Recebidos e apaparicados em Almada, no dia 19 de Julho, pelas Cantadeiras da Alma Alentejana, sexagenárias ( pra cima!) mas jovens no

espírito, capazes de preparar almoços e jantares para dezenas de pessoas, limpar tudo, rir e cantar, duas actuaçõe num dia só e no fim dançar

sevilhanas.Acompanharam-nos ao longo da digressão, sempre a cantar.
O grupo actuou numa festa de cariz multicultural no Laranjeiro e à noite na Filarmónica Trafariense.
No dia seguinte, partiu o grupo com as sexagenárias cantadeiras para o Alentejo, entre palmas, poemas anedotas e cante, em direcção a Sete,

Castro Verde. Aí, encontrou o grupo um porco a assar, o tinto abundante em cima da mesa e no centro uns figados a boiar em azeite, louro e

gordura de porco ( cachola ), que um grupo de seniores alentejanos em convívio picava com a ponta das suas navalhas e empurrava com

delicioso pão. A este festim juntou-se o rol de petiscos e mais vinho trazido pelas cantadeiras que nos acompanhavam. Foi nessa ocasião que

conhecemos Pedro Mestre, impulsionador do cante, da cultura alentejana e jovem líder do grupo ?????? que picava alegremente à mesa. Fomos

convidados a picar e beber também ( navalhas gentilmente cedidas), e instalamo-nos em convivio com o grupo com o qual haveriamos de

actuar no fim dessa tarde. Quarenta graus calmos,silêncios, amarelo. Os rostos a pingar e as barrigas quentes do vinho e cheias do repasto.

Depois da comezaina, no café da aldeia, cantou-se. Como nas antigas tabernas. Ouviram-se novas músicas, novas maneiras de cantar.

Alegria.
Cão é canito.Moça bonita é magana, Cafetêra é chocolatêra. Amante é amiga.
Alentejo: Todos sabem cantar. Todos cantam.
Depois do café fomos conhecer a sonoridade da viola campaniça, que o Pedro Mestre produz e executa. O seu pai abriu-nos a sua casa,

deu-nos água e aguardente de medronho, delicioso produto regional, para matar a sede.
Actuaram nesse fim de tarde cantadores, cantadeiras e crianças cantadores numa grande festa a celebrar tradições alentejanas.
Nessa noite partimos para Almodôvar com as cantadeiras, em galhofa como sempre até ali, para nova actuação. Chamou-se a Sra. Vereadora,

entregaram-se pratos e lembraças e despedimo-nos todos, entre choro, música, alegria e comoção.
A digressão acabou com uma viagem do grupo a  Évora, onde festejamos com muita contenção.

Um abraço e obrigado ao Topê por ter organizado toda esta experiência fantástica. Também ao Pedro Mestre, ao seu grupo e a todos os que

constituem a Alma Alentejana.
Um pontapé na canela do Topê por não ter envolvido ninguém na organização desta cena fantástica.
Uma vaia grande (BUUUUUH!) à direcção do Orfeão por não ter apoiado de maneira nenhuma esta iniciativa tão feliz, talvez contribuindo para

que dificilmente voltem a surgir iniciativas deste género por parte dos orfeonistas.

Um abraço a todo o pessoal que fez esta digressão.

« Vila de Frades já não tem abades / Mas tem adegas que são catedrais! / Os seus palhetes* são uns brilharetes / são de beber e chorar por

mais! »

*vinhos

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September 23, 2008

Um pequeno sonho concretizado: Prancha+Bicicleta

Filed under: Uncategorized — lourenco @ 11:50 pm

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Clicar no link abaixo para ver video e fotos:

Eu+Prancha+Bicla !!!!

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September 5, 2008

Sonho Transmontano

Filed under: Uncategorized — lourenco @ 6:00 pm

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September 3, 2008

Amassar com as mãos

Filed under: Uncategorized — lourenco @ 5:16 pm

Pão. Uma experiência interessante.

Cozer no forno dos meus avós, como dantes se fazia. dsc_0014.JPGdsc_0017.JPGdsc_0019.JPGdsc_0034.JPGdsc_0050.JPGdsc_0051.JPGdsc_0054.JPGdsc_0348.JPGdsc_0062.JPGdsc_0350.JPGdsc_0066.JPGdsc_0068.JPGdsc_0351.JPG

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Sra da (Des)Graça

Filed under: Uncategorized — lourenco @ 4:51 pm

dia 15 de Julho

Já se havia falado há muito desta viagem . Várias vezes fui desafiado pelo Luís.

Aceitei. Há expediçãoque inicialmente contava apenas comigo e o Luís juntaram-se dois compañeros de galhofa:Quim e o Paulo. Grupo mais tranquilo e boa onda não podia haver…

Concentração na Casa da Música ás 24h.Equipamos a carrinha com as biclas e os farnéis ( o Paulo fez questão de incluir no seu parte de um frango assado).

Rumamos a Amarante, sem dormir, entusiasmados com a aventura do dia seguinte, no galhofedo sempre a rir. Chegámos ás 3 da manhã à casa do monte do Luís, perto de Amarante. Um santuário, como lhe chamou ele, no meio do silêncio da serra. A noite estava do melhor e o céu limpo. Abriram-se 4 cervejas na relva do jardim, papo para o alto a ver as luzes do céu com as ideias no longo caminho do dia seguinte ( que já não estava longe). Queriamos partir cedinho – bons madrugadores- para fugir aos 35-40º que se esperavam no dia seguinte…

O despertador tocou vezes de mais. Quando finalmente alguém conseguiu levantar-se ( as cabeças pesadas e os olhos inchados do pouco sono), a ideia de subir a Sra. da Graça parecia mesmo só uma graça…uma piada… megalomania. 35 km de serra até Mondim de Bastos, 10 km de subida infernal e depois toda a viagem de regresso pareciam impossíveis. Já eram 10h da manhã e não estava nada fresco… seriamos supliciados pelo calor. Falou-se várias vezes também na nossa fraca preparação física – nenhum de nós atleta ou sequer perto disso.

O que salvou foi o astral e a moral que estava alta: queriamos partir ; tinhamos espírito isso ás vezes é quanto basta. Peuqeno almoço feito de iogurtes do minipreço e partida. Subida de Gatões. A fonte. Iamos tranquilos na cavaqueira, riamos e tiravamos fotografias. As velhas, os velhos , a gente «Sra da graça?Que Deus Vos ajude!”. E tinham histórias (umas mulheres) de quando subiam ao monte, carregadas de baldes com água para atirar sobre os ciclistas que sofriam e refrescá-os. O passeio até Mondim foi saboroso. Paramos lá, pelas 14h, no tâmega para descansar à beira rio e merendar. [Totós nem um chocolatinho nos lembramos de levar]. Descanso dos justos. O rio espectacular. Merenda convenientemente partilhada.

Não queriamos sair na hora do calor. Esperamos um pouco. Iniciamos a subida ás 15h:30h, quando já só estavam 40º celsius.

Porra,aquilo sobe. a primeira subida a sair de Mondim avisa logo. Lingua de fora, já ninguém falava. Perdemos o Paulo e o Quim em combate, algures no km2. Dor. Dor . Dor .Dor.Calor. Silêncio. Blasfemias cá dentro. Filha da grandessissima *Graça. muita dor. O Luis prometeu uma fonte a meio da subida mas ela nunca mais vinha. Não falavamos. Doia muito. Fonte!Paramos. Tetania muscular. Eu dentro da fonte. litros de água. Os camionistas que encontramos na fonte disseram que tendo chegado ali o pior ja tinha passado, tranquilizei-me. minutos mais tarde descobri que não era verdade e pensei q provavelmente eles acompanham a etapa pela televisão…mais dores e piores.o corpo habitua-se a certa altura aquela sensação. parece entrar em regime, mas depois quer desistir, quando está próximo da exaustão. aí começa o jogo mental: comecei a olhar para o céu a ver se conseguia esquecer as dores. não. olhei para a paisagem, as serras. não. tentei depois olhar para o asfalto a passar devagar debaixo dos pés. nesse asfalto estavam escritas mensagens de incentivo aos corredores da etapa da volta POrtugal ” força candido. força barbosa. ” era animador. mas a dor e a vontade de descer da bicicleta persistiam. [Nunca pensei dar uso aquela combinação de mudanças da bicicleta em que ( lembrome de experimentar qnd era miudo) parece que pedalamos em falso,como palhaços no ar, e não saimos do sitio.]

Finalmente: Nike. Vitória. O sabor desta vitória é o do triunfo sobre o sofrimento,a mente e sobre os nossos limite.E o prémio é a descida saborosa a 50 km/h, ao fim do dia com o sol vermelho a por-se nos montes. ( uma coisa que demora 2h a subir desce-se em 10 minutos. é como as castanhas cruas, camarões e outras iguarias : tempos que se demora a descasca-los e que rápidos são de deitar à boca e comer.)

Regresso lento. Dores. Passeio. Outra vez a curtir. Fim de tarde. Subida de Gatões e as Laranjas da Vida. « Vitamina C!Vitamina C!» gritava o paulinho.

A bruta cabidela que nos esperava ao fim do dia, cortesia da mãe do Lúis aos guerreiros. Uma bela sopa de feijão verde, ameixa, pudim regados com vinho verde de Amarante e um banho fresco.

Que bem passamos. Muito mais do que podiamos pedir. Adorei.

(para ver todas as fotos:

http://picasaweb.google.pt/lourencocg/SraDaGraA#  )

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February 12, 2008

Regresso

Filed under: Uncategorized — lourenco @ 4:38 am

Voltei.

Minha terra não tem palmeiras,

não canta o sabiá.

( Olha…Tem chouriço, azeite, peras

e outras coisas que não tem lá!)

Que maravilha que me fizeram acontecer!

Nao tenho nada.

Sou eu. Renovado.

Como é que é  agora?

( a seguir ao intervalo… a gente espera a segunda parte!)

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December 31, 2007

Viagem América do Sul ::: novo blog

Filed under: Viagem AmericaSul — lourenco @ 10:47 pm

Estou em viagem.

Parti no dia 15 do Rio de Janeiro.  Ontem atravessei os Andes e agora ando pelo Chile.

Para seguir (a) viagem   www.mytb.org/doladodela

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December 4, 2007

ter o mar perto de nos

Filed under: Uncategorized — lourenco @ 8:08 pm

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minha vizinha Grace Kelly e o namorado Rafa

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Bonde da reserva

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November 29, 2007

Os malucos do sapato

Filed under: Uncategorized — lourenco @ 8:21 pm

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Aqui estamos. Os MALUCOS DO SAPATO.

A galera da UFRJ que gosta de dar umas sapatadas…

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November 22, 2007

JuP – exposicao tdti

Filed under: Uncategorized — lourenco @ 10:57 pm

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