Archive for Fevereiro, 2007

O choque

Domingo, Fevereiro 25th, 2007

Como prever que as coisas são compreendidas? Seria de salutar perceber como algo com valor de mensagem seria percebido quando alguem tem interesse consciente ou nao de o “atingir”. Poderia-se tentar fazer uma prova dos nove para ver se a conta estava certa 🙂 .  Poderá ser o choque, a intensidade um factor importante? Imagine-se o embate entre dois carros. Quanto maior a quantidade de movimento maior os estragos. A quantidade de movimento é defenida pela massa e a velocidade, duas variaveis portanto. No mundo das ideias quantas variaveis estao em jogo? Digamos que existem as variaveis a favor e as variaveis contra. Deveria o individuo ganhar consciencia de quando algo é bem aprendido. Teriamos as variaveis a favor em vantagem. A construção e tomada de consciencia de processos individuais de percepção de quando a mensagem é bem recebida. Poderá se assemelhar a um choque, a uma emoção. Depois quando esse sinal não estivesse presente então saberiamos  que algo deveria ser novamente aprendido. Teriamos uma maneira de melhorar.

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O erro ortográfico e gramatical

Sábado, Fevereiro 24th, 2007

Gostava de ser escritor. Escrever um livro, dizer alguma coisa de valor, transmitir um pouco daquilo que penso, daquilo que sou. Antes de mais tenho de aprender a escrever pois é essencial num bom livro que se perceba a mensagem, que seja clara, não contendo obviamente erros ortográficos nem gramaticais. Pensar num tema. Primeiro ponto: um conteudo que permitisse tornar o erro ortográfico e gramatical insignificativo.  Mas como? Que tipo de historia? Poderia tentar no inicio explicar um pouco como o texto deveria ser interpretado, dar a forma de o ler, pois tratava-se de um livro especial, não permetia que os erros ortográficos e gramaticais lhe retirassem valor de escrita. Depois teria a tal historia onde se enaltecia o valor da mensagem digamos pura tendo no final a total compreeensão da obra ou o total fracasso! Se a alguem essa mensagem chegasse então teriamos uma nova forma de escrever, poderia tornar consciente a necessidade de talvez salientar que a presença de erros talvez permitisse uma melhor compreessão da ideia! Confuso?

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A outra montanha

Sábado, Fevereiro 24th, 2007

Um desporto de aventura: alpinismo. Resolvi aprender. Diz-se que a práctica leva à perfeição. Se treinar talvez consiga chegar ao ponto mais alto da montanha, pensei. Esse é sempre o objectivo de um alpinista. Passado quase um ano de treino resolvi inscrever-me no concurso: Quem ganha a montanha. Havia um grande rival, já tinha feito aquela montanha inumeras vezes e em tempo record. Tinha o apoio da cidade. A competição começou. Tive um bom arranque, esforcei-me imenso, não cometi erros. Do outro lado o campeao. Quando de realçe me apercebi já lá não estava! Não tinha qualquer hipotese, era como todo o treino do mundo não chegasse para lhe chegar aos calcanhares. Fiquei em segundo! Nada mau, salientei no final.

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Fuga

Sábado, Fevereiro 24th, 2007

O predio era alto. Ao todo cerca de 50 andares em numeros redondos. Estava atrasado para o primeiro dia de trabalho. Percorri a correr, toda a distancia que faltava até ao predio. O porteiro abriu-me a porta. Uma escolha aproximava-se. Esperar um pouco e ir num dos cincos elevadores ou usar as escadas. Resolvi esperar.

Finalmente um dos elevadores aterrou. Estava vazio. Carreguei no botão. Marcava o 49º andar. Por cima só o andar do presidente.

Era de realçar a velocidade que apresentava. Andar atrás de andar até que parou.  Cheguei ao destino em tempo record. Duvidava que alguém em identicas circunstancias conseguisse fazer a viagem mais rapido. Tive um dia cansativo, trabalho sempre a chamar. Já era de noite, era assim em dias de inverno. O relogio marcava 20:00. Sai. Mais uma vez esperei por o elevador. Um som: os elevadores estão avariados!. A multidão aglumerava-se. Surgia a pergunta: Descer 49º andares pelas escadas ou esperar que os elevadores se movimentassem?

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O sinaleiro

Terça-feira, Fevereiro 20th, 2007

Estava um dia chovoso, os carros não paravam de percorrer a maior avenida da maior cidade  do planeta Escondido onde se encontrava o cruzamento mais complicado e perigoso, para quem, através de trasportes tinha de o percorrer. Num subito momento os semafores apagaram-se. Tinha ocorrido um curto circuito. Para resolver o problema na maior cidade do planeta Escondido foi chamada a policia. Era necessário um sinaleiro que fosse competente na tarefa de gerir o transito. Para tal feito o comandante do posto chamou o senhor Confuso. No seus quatro metros de altura e corpo de atleta o policia Confuso la deu inicio ao processo de controlo do trafego. Ja tenho muita experiencia diz ele gabado. Esta para vir que me consiga ensinar, conheço todos os truques. Olhava para o relogio e marcava cerca de dois minutos para cada rua. Dizia podem avançar, em frente. Passado um pouco levantava a mao esquerda e apitava. Mais dois minutos. Agora para a direita. Tudo isto se desenrolava de uma forma bastante certeira e rápida. Frente, esquerda, direita, tras. O dia chegou ao fim e os semafores foram compostos. Chega ao posto da policia e mais uma vez nao deixa o seu merito passar despercebido e conta o magnifico trabalho que efectuou. Todos o felecitam, mas um outro policia pergunta: Não ficaste confuso,desorientado com tantas orientações que tiveste que dar? Não diz ele gabado. Mas não reparaste que tava a chover e agora vais ficar constipado! frisa o amigo. Talvez o policia Confuso não tenha se apercebido da chuva na ansia de fazer um trabalho efeciente, talvez dizer tantas vezes: direira,esquerda,frente,tras o tenha feito esquecer da chuva ao ponto de poder ficar doente.O seu amigo talvez não cometesse o mesmo erro. Por vezes a esquerda,direita,frente,tras se possa confundir com ver,cheirar,ouvir,tocar, ou seja, com os sentidos mas agora do ser humano e nao do transito. Talvez se o policia Confuso tivesse menos atento ao seu trabalho não ficasse doente. Muitas das vezes os sentidos escondem a realidade e deixam as pessoas confusas.  

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Constante ausente

Terça-feira, Fevereiro 20th, 2007

A constante… poderá neste caso ser entendida como um estado pertencente ao ser humano e tambem à vida. Em ciencia o seu papel é determinado pela necessidade de relação entre variaveis. No homem poderemos encontrar em várias questões de indole metafisico ou de adaptação à vida tal como esta é vista a partir dos olhos do ser humano. Por exemplo qual é a natureza ou mesmo a finalidade da anedota? Não sera a anedota e o consequente riso uma reflexão da natureza do ser humano? Porque será que a anedota, o humor tão presente na sociedade actual, uma clara demostração do quanto dificel é ao ser humano encontrar maneiras de se divertir sem ser à custa da desgraça ou descrença do seu semelhante. Reflete a constante que está presente para, como na ciencia, descrever a relação entre variáveis para agora descrever a relação entre seres humanos.  E se esta constante estivesse ausente? Em ciencia poderia descrever a realidade de outra maneira, atraves da manipulação das variaveis de outra forma, dando origem a relações completamente novas. Poderia ser a resposta para o erro. No ser humano a presença do erro poderia ser a forma de tentar fazer com que a tal constante se ausentasse. Poderiamos tentar construir uma nova forma de viver que permitisse a redução do erro e a presença daquilo que descreve melhor o ser humano: o raciocinio. Este raciocinio e consequente requalificação da escala de valores poderia dar origem a novas formas de prazer entre as quais modificar a anedota ou mesmo faze-la desaparecer. Se esta for vista como meio de diverção então existe lugar para ela mas tambem reflecte o erro do ser humano, poderiamos tentar fazer com que se ausentasse. Então teriamos a anedota como a conhecemos ausente e o riso requalificado, dando origem a uma nova formula de relacionamento entre seres humanos. Tal como na ciencia!

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Constante eterna

Terça-feira, Fevereiro 20th, 2007

Era uma vez um automato. Era uma vez uma galinha. Era uma vez um cão.

Encontraram-se! Inumeras possibilidades de relacionamento se afiguram. Novos amigos, novas descobertas, novas emoções e desafios.

Tiveram então como por magia um ponto em comum. Todos convergiram para o mesmo. O novo!

O que os destingue? No ser humano a luta pela sobrevivencia, a perpetuação das suas qualidades afigura-se como o bem mais precioso e a destruição da sua identidade é o que menos apresentam como possivel. Pelo menos para a maior parte do ser humano.

Ola Sr automato! Eu nao sou senhor – diz o automato, sou um automato!

Ola Sr cão diz novamente a galinha. Ola galinha diz o cão. Ambos concordaram. Este automato parece estranho! É tão rapido e preciso. Vamos perguntar-lhe se gosta de procriar diz a galinha. Eu não sei o que é isso. Gostava de saber porque voces parecem não fazer nada? São tao lentos e previssiveis. Previssiveis diz o cão?

A discussão continuou ate que apareceu o dono do cao e disse- Porque não se tentam ensinar uns aos outros o que cada um tem de bom? Poderiam ser mais felizes e uteis ao mundo.

Após algum tempo de reflexão e aprendimento das qualidades chegaram à conclusão que gostariam de evoluir. Mas como? diz o automato. Como posso ser como a galinha e o cão e ter amigos e sentir o calor das emoções e contribuir ao mesmo tempo para a perpetuação da vida?Como podemos ser rapidos e não errar como o automato? Precisamos de ajuda! Que tal irem para a escola. Existem escolas que têm muitos cursos de mecanica e relações humanas, por exemplo, diz o dono do cão. Concordaram. Passado o tempo dos cursos voltaram-se a encontrar. Estavam ansiosos se tinham aprendido alguma coisa.

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