Constante ausente

Fevereiro 20th, 2007

A constante… poderá neste caso ser entendida como um estado pertencente ao ser humano e tambem à vida. Em ciencia o seu papel é determinado pela necessidade de relação entre variaveis. No homem poderemos encontrar em várias questões de indole metafisico ou de adaptação à vida tal como esta é vista a partir dos olhos do ser humano. Por exemplo qual é a natureza ou mesmo a finalidade da anedota? Não sera a anedota e o consequente riso uma reflexão da natureza do ser humano? Porque será que a anedota, o humor tão presente na sociedade actual, uma clara demostração do quanto dificel é ao ser humano encontrar maneiras de se divertir sem ser à custa da desgraça ou descrença do seu semelhante. Reflete a constante que está presente para, como na ciencia, descrever a relação entre variáveis para agora descrever a relação entre seres humanos.  E se esta constante estivesse ausente? Em ciencia poderia descrever a realidade de outra maneira, atraves da manipulação das variaveis de outra forma, dando origem a relações completamente novas. Poderia ser a resposta para o erro. No ser humano a presença do erro poderia ser a forma de tentar fazer com que a tal constante se ausentasse. Poderiamos tentar construir uma nova forma de viver que permitisse a redução do erro e a presença daquilo que descreve melhor o ser humano: o raciocinio. Este raciocinio e consequente requalificação da escala de valores poderia dar origem a novas formas de prazer entre as quais modificar a anedota ou mesmo faze-la desaparecer. Se esta for vista como meio de diverção então existe lugar para ela mas tambem reflecte o erro do ser humano, poderiamos tentar fazer com que se ausentasse. Então teriamos a anedota como a conhecemos ausente e o riso requalificado, dando origem a uma nova formula de relacionamento entre seres humanos. Tal como na ciencia!

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Constante eterna

Fevereiro 20th, 2007

Era uma vez um automato. Era uma vez uma galinha. Era uma vez um cão.

Encontraram-se! Inumeras possibilidades de relacionamento se afiguram. Novos amigos, novas descobertas, novas emoções e desafios.

Tiveram então como por magia um ponto em comum. Todos convergiram para o mesmo. O novo!

O que os destingue? No ser humano a luta pela sobrevivencia, a perpetuação das suas qualidades afigura-se como o bem mais precioso e a destruição da sua identidade é o que menos apresentam como possivel. Pelo menos para a maior parte do ser humano.

Ola Sr automato! Eu nao sou senhor – diz o automato, sou um automato!

Ola Sr cão diz novamente a galinha. Ola galinha diz o cão. Ambos concordaram. Este automato parece estranho! É tão rapido e preciso. Vamos perguntar-lhe se gosta de procriar diz a galinha. Eu não sei o que é isso. Gostava de saber porque voces parecem não fazer nada? São tao lentos e previssiveis. Previssiveis diz o cão?

A discussão continuou ate que apareceu o dono do cao e disse- Porque não se tentam ensinar uns aos outros o que cada um tem de bom? Poderiam ser mais felizes e uteis ao mundo.

Após algum tempo de reflexão e aprendimento das qualidades chegaram à conclusão que gostariam de evoluir. Mas como? diz o automato. Como posso ser como a galinha e o cão e ter amigos e sentir o calor das emoções e contribuir ao mesmo tempo para a perpetuação da vida?Como podemos ser rapidos e não errar como o automato? Precisamos de ajuda! Que tal irem para a escola. Existem escolas que têm muitos cursos de mecanica e relações humanas, por exemplo, diz o dono do cão. Concordaram. Passado o tempo dos cursos voltaram-se a encontrar. Estavam ansiosos se tinham aprendido alguma coisa.

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