Jan 21

Comecei este projecto há cerca de um ano. Dei por concluído este último fim-de-semana ao instalar o último componente - a caixa de direcção Cane Creek S3. O resultado final é este:

Adamant A1

Provavelmente, se em vez da KTM tivesse esta na arrecadação, o roubo não tinha acontecido porque os gatunos nem percebiam para que é que esta bike serve :D.

Embora seja a primeira bike dedicada a trial que tenho, acho que o quadro tem uma geometria excelente, embora o eixo pareça um bocado alto e dificulte o impulso para levantar a roda da frente. A verdade é que depois da roda em cima, a bike tem uma estabilidade excelente e aguenta-se com um esforço mínimo. Eu é que ainda tenho muito para treinar antes de conseguir fazer cenas tipo

Mais tarde talvez crie uma secção própria para descrever esta bike mais em pormenor, bem como as outras que também merecem :)

Jan 21

Não posso considerar-me muito azarado no que diz respeito a roubos e actos de vandalismo, porque no fundo, raramente sou vítima destes, mas de vez em quando o azar bate à porta e fica-se a pensar no que se podia ter feito para evitar.

Depois de ter começado a trabalhar na Maia, resolvi trazer para o Porto uma das minhas bicicletas, de modo a fazer o trajecto de aprox 10 Km entre S.Mamede e a zona industrial da Maia de uma maneira mais saudável e ambientalmente sustentável.

Pensei ter todas as condições para arrumar o velocípede na garagem, visto haver uma pequena arrecadação individual fechada, por isso nem hesitei. Desde o mês de Agosto que guardei a bicicleta na arrecadação da mesma maneira, neste mesmo sítio.

Um destes dias, apesar da baixa temperatura (dia 8 de Janeiro, em plena vaga de frio), decidi deixar o carro na garagem e ir de bicicleta para o emprego. Eis que, chegando junto da porta da arrecadação, reparo que estava entreaberta, sendo o primeiro pensamento de que me tinha esquecido de trancar. No entanto, as marcas de arrombamento eram visíveis.

Porta arrombada

Uma ferramenta dos amigos do alheio, tipo um pé-de-cabra ou algo do género serviu de chave. A fechadura não era nada de especial, pelo que não deve ter havido grandes dificuldades em dobrar um trinco com a força.

O resultado é como ilustrado na imagem da direita.A bicicleta, claro está, nem vê-la. Foi fácil aos assaltantes tomar a decisão de assaltar a arrecadação graças aos respiros superiores que permitem ver o que há por dentro, portanto não foi necessário arrombar ao acaso para saber que lá estava algo de valor.

A bicicleta era uma KTM Ultra Sport vermelha, com alguns pormenores que a distinguem, como uma suspensão Marzocchi Bomber Z3, eixo pedaleiro FSA em cromoly, e outras diferenças menores em relação o equipamento que vinha de origem. O quadro também está identificado com número de série, razão pela qual é fácil provar que sou o dono. Foi apresentada uma queixa na PSP e o caso em investigação. No entanto se alguém vir a bicicleta, agradeço que me notifique.

Em baixo mostro uma foto da bicicleta como estava na altura do roubo (sim, tinha roda da frente quando foi roubada :) )

KTM Ultra Sport

Oct 27

Sempre fui a favor das possibilidades que as tecnologias da informação nos oferecem hoje em dia, mas também sou da opinião que muitas vezes as pessoas dependem demasiado da necessidade de estarem comunicáveis e que em certos casos pontuais as coisas são mesmo levadas ao exagero.

Talvez por essa razão este blog não seja rico em artigos actualizados. Tenho, no entanto, o hábito de ler religiosamente os meus feeds, comentar artigos interessantes, participar em discussões constructivas ou simplesmente ler idéias soltas.

Agora vou falar contra o que acabei de dizer: esqueci-me de trazer o meu livro actual e já li o jornal que comprei hoje de manhã, de modo que não resta mais nada para fazer enquanto espero pelo alfa aqui na estação coimbra-b. Daqui a bocado vou estar sentado na cadeira da classe conforto, enquanto acabo um documento que tive de deixar para acabar agora. Se tivesse vindo de carro já não podia fazer nada disto!

Assim em vez de ir para casa, jantar à pressa e ainda ir trabalhar no fim, despacho tudo agora e fico com o tempo todo para estar um bocado com gente depois de ter estado a tarde inteira com vários modelos de telefones SIP a certificar uma solução de redundância remota :)

BTW Este post foi escrito com o browser Opera mini instalado num Nokia 6110 Navigator.

Jun 10

Foi este fim-de-semana que teve lugar a 4ª Etapa do Campeonato Nacional de Bike-trial, na freguesia de Belinho, em Esposende.

Foi a minha primeira experiência neste mundo, apesar de não ter participado - fui apenas como espectador de maneira a perceber melhor o que é uma prova de bike-trial a sério.

A prova era constituída por 6 zonas, 5 em cenário natural, numa encosta do monte, com bastantes rochas a formarem obstáculos por vezes aparentemente intransponíveis, e uma última zona artificial, feita com algumas bobines. A prova em ambiente natural foi bastante interessante. As zonas eram bastante técnicas e de um nível de dificuldade bastante avançado, com pouco espaço para subir para cima dos obstáculos. Era visível o enorme esforço que os pilotos tinham de fazer para seguir a prova do início ao fim. A última zona conferiu aos pilotos um bocado mais de conforto, e boas condições para uma pequena exibição frete aos curiosos da plateia, que se apresentaram em número considerável.

Deixo algumas fotos:

Trial 1
Antes da prova

Trial 2
As zonas outdoor

Trial 3
A zona indoor

Quando tiver a minha Adamant A1 completa, há que começar a entrar nestas provas :)

Adamant A1 mod

Feb 27

Antes de começar a trabalhar, já sabia que a minha vida ia ser diferente. Tempo para fazer desporto é pouco. Ok, se calhar também não faço muito por isso, porque há outras coisas que não gosto de sacrificar :p

De qualquer modo, para compensar, tive de arranjar uma maneira de fazer algum desporto, nem que seja só para sair um bocado da cadeira e da frente do computador. A minha solução foi esta:

É uma Powerbal. Um pequeno dispositivo que consiste numa bola com um giroscópio no interior. O seu centro de massa desequilibrado faz com que, à medida que o gyro roda com mais velocidade, a bola dá a impressão de ter algo que a faz mover. Atingindo as 10.000 rotações, as forças são difíceis de aguentar durante muito tempo. Atingir as 15.000 (que é o limite para o qual a maior parte das versões estão certificadas) é uma tarefa praticamente impossível, ainda que haja quem tenha passado a barreira das 16.000. A rotação é induzida quando o utilizador acompanha o movimento do centro de massa, ou seja, não tem nenhum mecanismo electrónico, a não ser as versões iluminadas por LEDs interiores.

Algumas versões ainda contam com um medidor da velocidade, que consegue registar a velocidade mais alta que foi atingida. De qualquer maneira, a minha favorita continua a ser a Techno:

Feb 10

Para muitos entusiastas do mundo das bicicletas, Sheldon Brown é uma figura que não passou ao lado. O seus conhecimentos técnicos da mecânica de bicicletas são invejáveis. Falo no presente, porque apesar de ter falecido, aos 63 anos, vítima de ataque cardíaco e vindo a sofrer de Esclerose Múltipla desde 2005, os seus conhecimentos e a sua mensagem continuam presentes nos múltiplos artigos que disponibilizava no seu website.

De facto, os seus artigos, ensinaram-me todas as bases do que sei hoje sobre bicicletas. Apesar da sua idade, era capaz de descrever com bastante detalhes os mais modernos componentes do mercado. Foi-me bastante o útil o seu guia sobre como montar rodas - lembro-me deste artigo em particular por ter sido aquele que me levou a conhecer este homem. Por vezes, quando me faziam uma pergunta à qual não sabia responder, dizia “vê no site do Sheldon Brown”.

Nos últimos tempos da sua vida, devido à sua doença, teve de deixar de trabalhar na loja que o empregou durante uns bons anos, continuando a usar o computador pessoal para manter o website da loja, bem como ajudar e esclarecer dúvidas nos fóruns que frequentava. Sheldon faleceu no Domingo, dia 3 de Fevereiro à noite, em sua casa, pouco tempo depois de ter feito aquele que foi o último post.

Apesar de não o conhecer pessoalmente, é com saudade que vou recordar o seu sentido de humor, a sua paixão pelas bicicletas e a sua dedicação à família.

Rest in Peace

1944-2008

Feb 01

Este vai ser um post bastante gráfico, já a pensar naqueles que gostam de ler os quadradinhos. Tenho montes de fotos para “postar”!

Vou começar por falar um bocado sobre a minha noite de hoje. Nada de saídas nem copos, apesar de estar numas curtas férias (daquelas em que se pode realmente desfrutar sem estar preocupado com os exames de recurso). Vocês já sabem que sou um bike-geek, não é? Pois aí está! Aproveitei um serão sem nada para fazer para tratar das bicicletas que estavam a precisar. A minha principal não precisava de grande coisa (recebi algumas peças há dois dias atrás, as quais já estavam instaladas), mas precisava de uma boa limpeza para amanhã lhe tirar umas fotos. Depois de tirar todo o pó/terra, ainda deu para ajusar o tensor, sangrar o travão traseiro e limpar restos de óleo com álcool. No fim, o acabamento com cockpit spray (para proteger a pintura) deu-lhe um toque brilhante! Vejam o resultado:

Tem umas diferenças, desde a última vez que a mostrei aqui: posição do volante ligeiramente alterada, pneu traseiro Maxxis High Roller 2.5 e um aro traseiro rebarbado para dar aquele toque de potência que é necessário no trial. Está a ficar uma bike cada vez mais específica. Relembro que comecei a modificar com o intuito de tornar a bike o mais polivalente possível. Cheguei à conclusão que é necessário tomar opções, pelo que neste momento, estas duas rodas já não fazem muito mais: com estes travões, não me atrevo a meter num trilho. A relação que estou a usar (22-18) também não dá grande oportunidade de ter um andamento fluído. No futuro, acho que vou ver a minha bike transformar-se em algo como isto:

A Adamant A1 do Neil Tunnicliffe. Esta sim, uma bike de trial puro, 100% preparada. Gostava de um dia estar a andar numa parecida. De qualquer forma, detesto pensar que vou ficar exclusivamente pelo trial. É a minha modalidade favorita e acredito que seja aquela que mais nos consegue ensinar sobre a magia das duas rodas. Um rider de trial ganha uma grande percepção das forças e movimentos que estão em jogo. Habitua-se a levar a bike e os seus componentes até ao limite. Ganha bastantes conhecimentos a nível de componentes, porque tem de estar tudo configurado ao pormenor. De qualquer modo, agora que esta bike de trial está mais ou menos como vai ser daqui em diante, comecei a pensar noutras alternativas. O facto de começar a receber um ordenado vai dar-me alguma liberdade financeira para adquirir outro tipo de equipamento. Além do mais, a minha “vida de cigano”, sempre a mudar de sítio, leva-me a pensar que a única maneira de conseguir manter o bichinho a correr é ter uma segunda bicicleta. Mais uma vez, com a versatilidade sempre em mente, ando de olho neste modelo:

A Transition BottleRocket. Modelo de suspensão total, tem um centro de gravidade bastante baixo, um tubo do selim também bastante baixo, para dar mais espaço. Uma boa geometria para conjugar um estilo de Freeride polivalente: uma boa máquina de street, com os pneus certos, e uma grande opção para fazer uns trilhos mais abusados, isto com a suspensão mais adequada, obviamente. Neste momento, se me apanhasse com este quadro nas mãos, instalava a minha Marzocchi Allmountain 1, uns travões Formula Oro, prato de 36, cassete de estrada e mudanças SRAM X.9 ou X.7. Isto para não me estender muito, porque já passei algum tempo a imaginar os componentes que lhe instalaria :)

Enfim… Terminado este devaneio, há que relatar o resto da noite, em que depois da minha bike, ainda tive de tratar da do meu pai, que já me tinha pedido para dar um jeito há algum tempo. Já que tive de tirar as duas rodas para remendar, aproveitei para dar uma boa limpeza, afinar raios, etc. Era este o aspecto da minha garagem:

Neat!

Jan 31

Para aqueles que têm uma fixação pela Jennifer Aniston, ou nem que seja pela série Friends, eis que encontrei hoje, uma pequena curiosidade sobre a actriz. Acontece que a Jennifer, em conjunto com o actor Matthew Perry, foram convidados para gravar um anúncio de introdução ao Windows 95. Já lá vão uns anos, mas é interessante ver a maneira como na altura se considerava um simples computador num bico de sete cabeças (do tipo “clique numa tecla e, como que por magia, o computador sai do estado de protecção do ecrã”).

Para quem quiser ver, cá fica esta relíquia:

Jan 28

Foi com entusiasmo que, no ano de 2003, decidi seguir o meu sonho de um dia trabalhar na área da informática, ingressando na Licenciatura em Engenharia Informática e da Computação (LEIC), que mais tarde haveria de dar origem ao Mestrado Integrado em Engenharia Informática e da Computação (MIEIC). A média do secundário de 16,5 era mais que suficiente para dar conta do recado, portanto entrei na minha primeira opção.

Hoje, vejo-me na recta final. É com um certo alívio que vejo que faltam apenas dois exames e um teste para concluir tudo aquilo que é trabalho académico. Sinto-me triste por estar a acabar? Sinceramente não. Talvez por não ter dado, durante o meu percurso, valor a coisas como toda a envolvente universitária (praxe, jantares de curso, trajes, cerimónias, cortejos, queimas, etc) - e não quero com isto dizer que me sinto arrependido -, considero que a minha vida não irá mudar tanto quanto isso. Os meus verdadeiros amigos não vêm dos tempos da faculdade. Sim, fiz algumas amizades, estabeleci relações de verdadeiro companheirismo e espírito de equipa, mas aqueles amigos que realmente formam o núcleo, vêm dos tempos do secundário, e assim continuará a ser.

Agora algumas reflexões sobre o curso em si. Cheguei ao fim e quando olho para trás, acho que naquele dia em que preenchi o boletim de candidatura, fiz a escolha certa. Apesar de tudo, acho que houve alguns aspectos negativos.

  • Carga de trabalho - não tenho bases para comparação, mas em conversa com colegas de fora, e inclusive, colegas que estiveram noutros estabelecimentos de ensino, dentro e fora do país, acho que nos foi exigido um grande esforço, que acaba por ser prejudicial, e aliando ao facto de todos os trabalhos que nos exigem serem pura e simplesmente descartados no final, posso dizer que a maioria dos trabalhos que tive de realizar foram verdadeiramente desmotivantes. Tive oportunidade de realizar um ou outro trabalho que despertou o meu interesse, tanto pelo conteúdo como pelo objectivo. No entanto, visto que havia sempre, no mínimo três trabalhos em paralelo, era impossível dedicar a atenção toda apenas a um, acabando por nunca ter o resultado que gostaria de alcançar.
  • Colegas preguiçosos - principalmente nos primeiros anos, em que não conhecia muita gente, trabalhei com alguns colegas que não sabiam mesmo aquilo que estavam a fazer. Alguns desistiram, outros insistiram. E o facto é que os que ficaram conseguiram, muitas vezes, andar às costas dos outros para chegarem ao fim. Aqui falha um bocado a percepção dos docente sobre o nível de conhecimentos dos elementos do grupo. Grande parte das vezes, os professores não se preocupavam em fazer perguntas para averiguar isto. É um facto que cabe ao aluno que se sente lesado reclamar, mas a verdade é que muitos (pelo menos eu), acabam por se deixar vencer pelo espírito de solidariedade e boa vontade - talvez até um bocado de preguiça em não querer ter trabalho de fazer o papel de polícia e obrigar os colegas a fazerem as coisas por si. Ok, alguns professores sugeriram, em alguns trabalhos, os alunos indicarem a percentagem de trabalho que cada um tinha feito. É aqui que entra a lata de alguns colegas que, como me aconteceu, após fazerem zero linhas de código, sugerem no fim algo como “Olha eu sei que não fiz muito.. Dizemos que eu fiz 40% e tu 60%?” - parece saído de uma série de comédia. Bem podia contar muito mais histórias semelhantes, mas não vale a pena. O que interessa, está dito.

Mas nem tudo são fracassos. O curso apresenta imensos aspectos positivos que vale a pena referir:

  • Qualidade das instalações - a Faculdade de Engenharia apresenta óptimas instalações, com tudo o que um aluno precisa para ter sucesso. Desde o equipamento informático (que, apesar de ter grandes picos de utilização, dá para todas as tarefas que necessitamos de fazer), até ao conforto das salas, da biblioteca, passando pelo facto de a faculdade estar aberta a noite inteira, permitindo fazer da faculdade um ponto de encontro de colegas. É, assim, bastante fácil trabalhar em grupo em qualquer altura do ano.
  • Qualidade do ensino - os conteúdos que nos são ensinados são bastante actuais, e quando o aluno chega ao fim, pode realmente dizer que aprendeu um pouco de tudo. A extensão dos conteúdos que aprendemos talvez não permitam exploração individual de cada um ao máximo, mas o que interessa é que tivemos de realizar projectos num variadíssimo leque de plataformas, linguagens e tecnologias. A existência de disciplinas orientadas para a gestão , também, uma mais valia, visto que facilitará, um dia, a progressão na carreira. A fomentação do trabalho em equipa é de louvar, visto que hoje em dia não há nenhum projecto de importância relevante que seja feito por uma só pessoa. É bastante positiva a existência de disciplinas obrigatórias que contribuam largamente para o espírito de equipa e para a habituação em usar ferramentas de trabalho colaborativo. Tudo isto leva os alunos a afastarem-se um pouca da imagem do programador a quem é dada uma tarefa e ele cumpre apenas os objectivos, entregando o produto final, não saindo da frente do computador. Somos habituados, desde cedo, a apresentar aquilo que fazemos através de slideshows e a fazer levantamentos de requisitos e a definir a arquitectura de uma aplicação antes de o desenvolvimento começar.
  • Personalização de conteúdos - a escolha de disciplinas optativas dá-nos a possibilidade de nos especializarmos numa ou outra área de interesse, de modo a ficarmos melhor preparados para as funções que contamos desempenhar no mundo do trabalho.
  • Saídas profissionais - no fim do curso, as saídas profissionais são bastantes, sendo que a maioria de nós tem bastantes escolhas em termos de postos de trabalho, ficando colocados na primeira opção. As perspectivas são bastante boas, e a possibilidade de progressão na carreira é relativamente simples de conseguir, principalmente se o recém licenciado tiver um espírito empreendedor e não tenha medo de arregaçar as mangas - porque também é muito fácil a pessoa acomodar-se e desempenhar um trabalho menos desafiante e com menos hipóteses de progressão.
  • Colegas - outra coisa que me surpreendeu pela positiva foram os colegas. Dentro do curso existe um grande espírito de partilha e colaboração. É prova disso as longas noite de trabalho na faculdade, ou vésperas de testes e exames, em que tínhamos a certeza de que, a qualquer hora, se tivéssemos problemas, bastava aparecer nas salas de computadores e havia sempre alguém disposto a ajudar.

Estes são alguns pontos que já usei para convencer/”desconvencer” pessoas que estão indecisas no curso em que querem ingressar. Espero que sejam úteis para alguém que procure este tipo de informação!

Acabei há bocado o estudo para o último verdadeiro teste do curso. Os exames estão todos feitos, com perspectivas de sucesso. Talvez tenha apenas de fazer uma ou duas melhorias em época de recurso. Falta apenas uma disciplina para deixar para trás as minhas actividades académicas propriamente ditas, para embarcar numa experiência de trabalho real durante 4 meses, já com ideia de continuar a colaborar com a mesma empresa após o estágio.

Mais uma vez, e repetindo o que referi no post anterior, o balanço destes 5 anos foi positivo.

Jan 26

Domingo de manhã. Eis que nasce um lindo dia. Saio de casa bem cedo para um passeio matinal. Bem equipado, ponho o telemóvel e a máquina fotográfica nos bolsos laterais das calças, vá-se lá saber quando serão precisos.

Foi um dia especial para a cidade, pois realizava-se a 8ª mini-maratona da Cidade, embora este ano tivesse sido atribuída à organização o Campeonato Nacional de Estrada, o que valeu a Viana do Castelo a participação de alguns nomes mais conhecidos, como a Vanessa Fernandes. Em plena baixa, era visível o alvoroço dos preparativos. Por todo o lado havia
atletas a aquecer, a organização a atribuir os dorsais a cada um. Um entusiasmo verdadeiramente contagiante.


O pensamento: “onde é que esta gente toda se esconde durante o ano?”


O Sr. Primeiro-Ministro a correr ao lado de Manuela Machado. Um bom exemplo!

De qualquer maneira, não seria suficientemente contagiante para mim. O meu passeio era outro. Quem me tirar a bike, tira tudo. Gosto muito de correr, mas era um desperdício perder uma manhã de domingo como aquela, já que nos últimos tempos poucas oportunidades tenho tido de por as minhas duas rodas a mexer. Os corajosos para acordar tão cedo foram só o Pedro e o Vítor. É sempre melhor dar os passeios de bike com companhia, embora tenhamos, os três, bikes com equipamentos completamente diferente (street, trial e BMX - nada a ver).


A treinar uns 180 para fakie na “descontra”.

Depois de uma manhã a correr tão bem, eis que acontece o inevitável: talvez por ter estado tempo demais parada (ou talvez por o bike-trial ser um verdadeiro cancro para todos os componentes da bicicleta), a corrente rebentou-me quando mais precisava dela. Nada como um bom regresso a pé para casa, para chegar ao PC e encomendar imediatamente uma corrente de substituição :)

De qualquer maneira… Balanço positivo! :)