Este vai ser um post bastante gráfico, já a pensar naqueles que gostam de ler os quadradinhos. Tenho montes de fotos para “postar”!
Vou começar por falar um bocado sobre a minha noite de hoje. Nada de saídas nem copos, apesar de estar numas curtas férias (daquelas em que se pode realmente desfrutar sem estar preocupado com os exames de recurso). Vocês já sabem que sou um bike-geek, não é? Pois aí está! Aproveitei um serão sem nada para fazer para tratar das bicicletas que estavam a precisar. A minha principal não precisava de grande coisa (recebi algumas peças há dois dias atrás, as quais já estavam instaladas), mas precisava de uma boa limpeza para amanhã lhe tirar umas fotos. Depois de tirar todo o pó/terra, ainda deu para ajusar o tensor, sangrar o travão traseiro e limpar restos de óleo com álcool. No fim, o acabamento com cockpit spray (para proteger a pintura) deu-lhe um toque brilhante! Vejam o resultado:

Tem umas diferenças, desde a última vez que a mostrei aqui: posição do volante ligeiramente alterada, pneu traseiro Maxxis High Roller 2.5 e um aro traseiro rebarbado para dar aquele toque de potência que é necessário no trial. Está a ficar uma bike cada vez mais específica. Relembro que comecei a modificar com o intuito de tornar a bike o mais polivalente possível. Cheguei à conclusão que é necessário tomar opções, pelo que neste momento, estas duas rodas já não fazem muito mais: com estes travões, não me atrevo a meter num trilho. A relação que estou a usar (22-18) também não dá grande oportunidade de ter um andamento fluído. No futuro, acho que vou ver a minha bike transformar-se em algo como isto:

A Adamant A1 do Neil Tunnicliffe. Esta sim, uma bike de trial puro, 100% preparada. Gostava de um dia estar a andar numa parecida. De qualquer forma, detesto pensar que vou ficar exclusivamente pelo trial. É a minha modalidade favorita e acredito que seja aquela que mais nos consegue ensinar sobre a magia das duas rodas. Um rider de trial ganha uma grande percepção das forças e movimentos que estão em jogo. Habitua-se a levar a bike e os seus componentes até ao limite. Ganha bastantes conhecimentos a nível de componentes, porque tem de estar tudo configurado ao pormenor. De qualquer modo, agora que esta bike de trial está mais ou menos como vai ser daqui em diante, comecei a pensar noutras alternativas. O facto de começar a receber um ordenado vai dar-me alguma liberdade financeira para adquirir outro tipo de equipamento. Além do mais, a minha “vida de cigano”, sempre a mudar de sítio, leva-me a pensar que a única maneira de conseguir manter o bichinho a correr é ter uma segunda bicicleta. Mais uma vez, com a versatilidade sempre em mente, ando de olho neste modelo:

A Transition BottleRocket. Modelo de suspensão total, tem um centro de gravidade bastante baixo, um tubo do selim também bastante baixo, para dar mais espaço. Uma boa geometria para conjugar um estilo de Freeride polivalente: uma boa máquina de street, com os pneus certos, e uma grande opção para fazer uns trilhos mais abusados, isto com a suspensão mais adequada, obviamente. Neste momento, se me apanhasse com este quadro nas mãos, instalava a minha Marzocchi Allmountain 1, uns travões Formula Oro, prato de 36, cassete de estrada e mudanças SRAM X.9 ou X.7. Isto para não me estender muito, porque já passei algum tempo a imaginar os componentes que lhe instalaria
Enfim… Terminado este devaneio, há que relatar o resto da noite, em que depois da minha bike, ainda tive de tratar da do meu pai, que já me tinha pedido para dar um jeito há algum tempo. Já que tive de tirar as duas rodas para remendar, aproveitei para dar uma boa limpeza, afinar raios, etc. Era este o aspecto da minha garagem:
Neat!
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