Projecto Francesinha Um Projecto de Bem comer a Norte

2Fev/110

Mudança de Alojamento do Blog

Vivam caros Amigos,

Por razões técnicas relacionadas com a instalação e manutenção de alguns plugins, decidimos alterar o alojamento do Blog. Contudo, o seu domínio mantém-se o mesmo e poderão continuar a encontrá-lo em http://www.projectofrancesinha.com

Boas francesinhas e até já!

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19Jan/115

Regaleira: A Original

Francesinha da Regaleira

Vivam, convivas. Sejam bem vindos a 2011, ano das viagens. Após um pequeno interregno por motivos pessoais, o ProjectoFrancesinha está de volta para entrar no novo ano com toda a força. Decidimos pois viajar. Viajar não no espaço mas no tempo...até à década de 50 mais concretamente. Daniel David da Silva, antigo emigrante Português em França, era então gerente do restaurante A Regaleira e ficou famoso por produzir umas sandwiches para comer ao fim da tarde ou de madrugada, depois do cinema que eram tão picantes, tão picantes, que só se conseguiam comer acompanhadas de cerveja, muita cerveja. Baseados numa mistura entre croque-monsieur, o croque-madame e o Welsh-Rarebit, populares noutras paragens, foi aqui que a maior parte dos entendidos afirmam ter-se iniciado a tradição da Francesinha em Portugal e na invicta cidade do Porto.

Volvidos 60 anos, A Regaleira continua na mesma: igual a si própria, requintada e antiquíssima, uma relíquia que parou no tempo. À entrada, os empregados recebem-nos como se de Banqueiros se tratassem, recheados de mordomias e atenções importantes que o Projecto gosta, valoriza e naturalmente não dispensa. Após nos oferecerem rapidamente algo que beber, são colocadas várias entradas na mesa que só a chegada tardia da equipa permitiu que durassem muito tempo. Os camarões, são, como de costume, uma iguaria imperdível. É então que vem o momento da noite. A chegada sublime, quase arrogante, como se dissesse às restantes para se calarem que A Original está a passar...falamos claro da nossa Fracesinha com Bife, Batata Frita e Ovo.

Batatas Fritas à RodelaO tamanho pode afastar alguns entusiastas que preferem um grande desafio porque, na verdade, estas são mais pequenas que a média. O Projecto não se deixou, porém, intimidar e foi em frente. Bem Feito! O ovo, o pão e o queijo cumprem mas não são transcendentes. Estão ali, fazem o seu papel. As batatas, cortadas na hora e às rodelas mostram que afinal que o reino nem sempre foi dos palitos congelados ... e para nós, continua a não ser. O sabor é autêntico, é diferente...parece que alimentam ...em vez de apenas encherem.

Molheira da RegaleiraO recheio é bom se bem que o bife desilude...um suficiente não esconde que a qualidade poderia ser melhor. E sobretudo um pouco maior...ainda que entenda o tamanho como uma forma de se manter original...a evolução de lanche para refeição tem destas coisas. Chegados ao final ficamos satisfeitos mas não cheios ou enfartados. O molho, feito no ponto, é uma das melhores surpresas duma francesinha que hoje em dia acaba por ser igual a várias que são feitas um pouco por toda a cidade.

RegaleiraPedidas as sobremesas, servidas com o requinte e o brio que caracteriza o espaço, chega a pior parte: a conta. Apesar da tradição do espaço, jantar ali não vale o total de 18 euros por pessoa que a conta final traduzia. Especialmente a Francesinha, que com o ovo e a batata pagos à parte dispara para uns impressionantes 11,63 euros. Tudo bem que para turista ver, seja um preço competitivo...mas para os portuenses, é um preço demasiado elevado e que claramente penaliza uma francesinha que podia aspirar a outros voos no nosso ranking. Assim fica mais uma visita, com o desejo de um excelente ano de 2011 para todos e que continuem a apoiar ou a criticar o nosso projectoFrancesinha que também é um pouco vosso. O que importa é que participem. Até já.

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 7 8 8 8 7.75
Molho 7 8 8 7 7.50
Batatas 6 7 6 6 6.25
Inovação 7 6 6 6 6.25
Ingredientes 7 5 6 7 6.25
Preço 4 5 5 5 4.75
PONTUAÇÃO FINAL 6.33 6.50 6.50 6.50 6.46
CUSTO TOTAL 11.6 €
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26Dez/106

Mariju – A estrada tem fim

Francesinha do Mariju

Cá está o Projecto de regresso. Mais uma etapa. Como anunciado, o destino é o Café Snack-bar Marijú em Angeiras. Fora de mão para quem mora no Porto. Há que explorar todos os locais, principalmente aqueles que nos tem sugerido. Desde já agradecemos as sugestões e comentários, já temos cerca de 100 locais para visitar!

Encontro marcado. Fazemo-nos à estrada. As nuvens pairam no ar. O trânsito entope tudo quanto é via. O destino é longínquo mas a vontade de chegar é muita. Começa a chover. Chegamos. A estrada tem fim. Para lá só existe mar e mato. Estacionamos.

Encontramos um Café Snack-bar modesto, com tudo aquilo que procuramos. É o típico café de 'bairro' com atendimento muito personalizado, com muita calma e com tempo para dois dedos de conversa. O Projecto Francesinha gosta disto. As grandes cadeias de restauração deviam aprender algo com o pequeno comércio. Verificamos que o espaço se encontra aberto e que ainda nos poderá servir. Já não era cedo. Com a amabilidade e simpatia nos convidam a entrar. Fazemos o pedido. São ressuscitadas as máquinas para nos preparar a refeição.

Mariju

Para não complicar, pedimos Francesinha com ovo e batata frita. Conversa puxa conversa e lá nos entretemos enquanto a Francesinha não chega. Como tudo estava desligado a espera foi um pouco longa. Não há nada com uma pontinha de fome para abrir o apetite. Chegam à mesa as Francesinhas, com um aspecto agradável, o verde das duas azeitonas no topo dão-lhe um ar mais colorido. Atacamos a Francesinha com a mesma vontade com que se dá um mergulho no mar em pleno Verão. Muito compacta, corta-se com facilidade e não se desmancha, tudo se mantém firme. O pão de forma é demasiado alto, fofo sem duvida. Talvez um pouco tostado e a Francesinha ganhava alguns pontos. O recheio condiz com o local, muito tradicional. Facilmente encontramos fatias de chouriço corrente, fatias de mortadela, fiambre e um bife um pouco pequeno e fino, mas saboroso. Contudo estava em falta a salsicha fresca e a linguiça escondia-se com mestria, a custo lá se encontrava.

MarijuUma pequena travessa de batata chega à mesa, são congeladas. Contudo das melhores batatas congeladas que já nos apresentaram. O queijo era bom, mas não sobressaia. Não confere à Francesinha aquele sabor de eleição. O molho, bem o molho teve opiniões um pouco dispares entre os elementos. Tanto se comentava que era bom, com um sabor intenso e 'no ponto', como se dizia que parecia daqueles molhos pré-feitos, vendidos em garrafa no supermercado. Tinha ligeiros tons de vermelho, que indicava que o piripíri foi adicionado depois.

Apesar de um pouco afastado do centro do Porto, é sempre um boa opção para um jantar tranquilo quando se está pelos lados de Leça ou Angeiras. É uma boa Francesinha, ganhava um pouco se os ingredientes fossem em mais quantidade, aos existentes qualidade não faltava.

Boas Festas e até breve !

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 7 7 6 7 6.75
Molho 6 7 4 7 6
Batatas 6 6 5 6 5.75
Inovação 5 5 6 6 5.50
Ingredientes 5 5 5 5 5
Preço 7 7 7 7 7
PONTUAÇÃO FINAL 6.00 6.17 5.50 6.33 6.00
CUSTO TOTAL 7.2 €
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8Dez/1012

Cafe Sao Joao – A Francesinha XXL

Francesinha Café S.João

Frio, vento, chuva e tornados é o que anuncia a Tv.  Hoje está um dia em que só apetece ficar em casa, no sofá com o portátil e o aconchego da 'mantinha'. Mas valores mais altos se levantam, não há vento, nem sequer tornado que pare o Projecto. Abraçamos então mais uma milestone. Como prometido a viagem desta noite leva-nos ao muito badalado Café São João em Canelas. Local pequeno, muito procurado pelos apreciadores de Francesinha.

Café S. João

Pela primeira vez, esperamos à porta. Uns bons 25 minutos. Pode ser um bom presságio, ficamos na dúvida. Dizem os entendidos que é da 'praxe' esperar. Eu aceito. Já os ponteiros batem as 22h quando entrámos. Lá nos acomodamos. Pedimos de imediato, a típica Francesinha com batata fria e ovo, para não complicar. Ninguém opta por meia. Para quem desconhece este conceito, passo a explicar. Neste local a Francesinha é bastante avantajada, daí existirem as modalidades de meia francesinha e francesinha para partilhar. A Francesinha é alta, e não é do pão, é composta por dois bifes muito bem preparados e saborosos. Para os mais comedidos é necessária alguma preparação física e até mental.

Batatas FritasSalta para a mesa uma travessa de batata frita, aspecto demasiado perfeito. São congeladas. Tanto é que nem as acabámos. Chegam passado 5/7 minutos as famosas. Bem aconchegadas em dois pratos, que quase extravasam de molho.  Estavam quentes e robustas. O molho chega ainda a borbulhar, a ferver e demasiado liquido na opinião geral. A primeira prova do molho dá conta que não é aquele molho, se é que me entendem. Falta sal e um pouco de picante.

Os bifes, sim eram dois, que ultrapassavam todos os limites do normal. Saltando para fora dos limites que o pão confere à Francesinha. Projecto Francesinha gosta disto. O molho ainda ferve. A tarefa é iniciada pelas 'bordas' dos bifes, após alguma luta lá se chega ao interior da Francesinha. Não se dá pela falta de molho, o recipiente esvazia, não damos por isso e sem perguntas, o recipiente enche.  Projecto Francesinha gosta disto.

Café São João - InteriorAgrada-nos a atenção que é dada aos pormenores, enquanto as nossas atenções se centram no prato. O queijo peca por estar muito derretido. Não é dos mais saborosos que já degustámos.  O interior é composto, bem constituído. Bifes altos do vazio, como deve ser. Fiambre q.b.. Houve dificuldade em encontrar a linguiça, mas ela estava lá! Já não podemos dizer o mesmo da salsicha fresca. Adiante, no fundo os bifes ofuscam os demais ingredientes.

Vale sem duvida alguma a viagem. É uma Francesinha que impressiona pelo tamanho, pelos bifes e pelo fervilhar do molho. O conceito de partilha da Francesinha é inovador, dado o tamanho das mesmas. A existência de dois bifes também surpreendeu pela positiva, contudo não o suficiente para entrar no top.

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 7 7 6 6 6.50
Molho 5 4 5 5 4.75
Batatas 5 5 5 6 5.25
Inovação 9 8 8 8 8.25
Ingredientes 7 6 6 7 6.50
Preço 7 8 7 7 7.25
PONTUAÇÃO FINAL 6.67 6.33 6.17 6.50 6.42
CUSTO TOTAL 10.2 €
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24Nov/1023

Afinal fomos ao Yuko

Francesinha Yuko

A noite escureceu a cidade e as folhas, já caídas e bem escurecidas indicam um Outono amargo, daqueles em que apetece passear sem sair do carro. Às 21:00 quatro amigos encontram-se e está criado o cenário ideal para mais uma noite do Projecto Francesinha! Após a histórica entrevista à rádio TSF, o safari das Francesinhas continua e, tal como anunciáramos a semana passada, dirigimo-nos à famosa terra dada pelo nome de Ermesinde! Lá, segundo rezam vários entendidos, jaz um espaço que prima pela elevada fama e qualidade das suas francesinhas: o Café Torres, junto à estação. Acontece que, às Terças-Feiras encontra-se fechado e demos um pouco com o nariz na porta. Nada que nos esmoreça, pois após rápida reunião, chegámos a um consenso e refugiámo-nos no não menos famoso Restaurante Yuko, em Costa Cabral.

Decoração no YukoEste é um restaurante pequeno de comida tradicional portuguesa, embora não estejamos a falar propriamente dum tasco: a apresentação do espaço e dos seus funcionários bem como o preço do menu indicam um charme muito particular que, de facto, se verifica. Naturalmente que o menu tem sempre um defeito, pois nós escolhemos sempre as mesmas coisas: Francesinha Especial com batata e ovo. Mas antes que nos apercebêssemos, já estávamos a degustar umas fantásticas moelas com pão de cereais acompanhado duma sempre fantástica Super Bock que auspiciou uma noite bem mais histórica do que a que se verificou.

Esperámos cerca de 30-35 minutos pelas francesinhas. Aí, já o funcionário se tinha equivocado no sabor de uma das bebidas e no levantamento do cesto de pão por acabar 20 minutos antes de sermos servidos. Viria mais tarde a enganar-se em vários outros pedidos, bem como na conta. Mas por esta altura a francesinha ainda podia salvar muita coisa...podia, mas não salvou.

Yuko - EntradaChegada à mesa, verificámos que o seu aspecto era bastante pomposo. Vinha com algum molho, não muito mas acompanhado por uma tradicional molheira portuguesa que, bem vistas as coisas, foi muito útil. O pão era alto, muito alto, quase infinito de tão alto...o queijo era bastante razoável, diríamos acima da média até. Os ingridientes eram demasiado vulgares para ser referidos num blog deste tipo: um bife baixo, que às vezes parecia lombo de baixa qualidade cortado numa máquina de cortar queijo...era fina aquela fatia. A salsicha, uma salsicha vulgar daquelas que temos na prateleira para desenrascar aquele dia que chegamos mais tarde a casa. O ovo não pareceu brilhante e as batatas fritas, apesar de não serem congeladas, eram bastante fracas. Diria mesmo desinteressantes pois, apesar de a quantidade que veio para a mesa ter sido para 1 ou 2 pessoas, o prato não chegou sequer ao fim.

Temos que falar do que falta: o molho. Ora, a fama deste lugar tinha que se justificar por alguma coisa. E o molho é, provavelmente, um dos melhores senão o melhor que experimentámos aqui no Projecto: consistente, picante q.b., muda completamente a cara duma "francesinha de esquina" como, infelizmente, são os ingredientes que compõe a francesinha do Yuko. O molho é de outra galáxia e o seu segredo é ouro: prova perfeitamente que o molho é um ponto chave deste prato.

Infelizmente para o Yuko, o Projecto Francesinha tem os sentidos apurados e tem que se pronunciar sobre todos os aspectos. E a maior parte são francamente medíocres. No preço, também vão ter uma surpresa desagradável: 10,2 euros por uma francesinha especial é um preço que o projecto só tinha encontrado até hoje no Capa Negra II. E o Yuko, apesar de muito bonito, não justifica nem de perto esse preço...nem a visita. A menos que procurem uma boa Petisqueira, devem deixar o Yuko mesmo...na prateleira. Fica a reportagem e um muito obrigado a todos aqueles que nos incentivam e acompanham. Até à próxima.

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 7 8 8 7 7.50
Molho 9 9 9 9 9.00
Batatas 5 5 4 4 4.50
Inovação 6 4 5 5 5.00
Ingredientes 4 4 4 4 4.00
Preço 5 4 4 5 4.50
PONTUAÇÃO FINAL 6.00 5.67 5.67 5.67 5.75
CUSTO TOTAL 10.2 €
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19Nov/102

Circuito Pedonal da Francesinha: Uma viagem a Historia

Circuito Pedonal da Francesinha

No Circuito Pedonal da Francesinha promovido pela Casa do Infante, o destaque foi dado à história do dito e famoso petisco nortenho de origem na nossa cidade do Porto. Como apreciadores por excelência do petisco, o ProjectoFrancesinha não faltou à chamada e fez questão de estar presente. As duas primeiras etapas centraram-se na história da Francesinha que o Projecto reproduz agora tão fielmente quanto possível. Em França, por volta dos anos 50 e em pleno Estado Novo em Portugal, eis que um emigrante estava a dar cartas na restauração local.

Esse emigrante, nascido em Terras do Bouro, Braga, em pleno parque Natural do Gerês, chamava-se Daniel David da Silva e confeccionava uns pratos muito famosos à época na cozinha francesa: o croque monsieur e o croque madame. Estes lanches não eram mais do que meras tostas mistas cobertas com salsicha, queijo e ovo, dependendo da respectiva versão. Num cruzamento com outro lanche famoso à época, este inglês, o Welsh Rarebit deverá ter nascido aquilo que conhecemos hoje como Francesinha pois foi este emigrante que, depois de regressado ao Porto e a Portugal para dirigir o Restaurante Regaleira, inventou tal prato que à data se servia como lanche ou como jantar atrasado, depois do cinema e só para homens, pois era pesado, de alguma rudeza e puxava à cerveja (já na altura). Ainda hoje, o Restaurante Regaleira se mantém no espaço original a servir os mesmos pitéus.

A disseminação da receita da Francesinha deu-se quando A Regaleira deixou que um dos seus empregados tivesse saído para o saudoso Café Mocaba, em Vila Nova de Gaia, entretanto encerrado. A Francesinha ficou com este nome em homenagem às mulheres francesas: Daniel David da Silva tinha a fama de mulherengo e queixava-se que as mulheres no Porto eram muito fechadas e retrógadas em relação às europeias da época e não se cansava de dizer que a mulher mais picante era a francesa...picante, como a sandes que inventara. Daí o nome carinhoso de Francesinha 🙂

Depois de uma passagem pelo Cabaz do Infante, uma loja de comércio tradicional onde é possível comprar, a retalho, todos os ingredientes necessários à confecção duma boa francesinha, o ProjectoFrancesinha foi convidado a falar um pouco daquilo que entende como boa francesinha bem como a revelar alguns dos melhores espaços do Porto para provar esta iguaria à TSF. (Ouçam a reportagem AQUI!)

Para finalizar o percurso, foi efectuada uma visita à Brasserie Irene Jardim e ao Café Universidade, onde os participantes eram convidados a escutar atentamente a receita e os segredos para uma boa francesinha enquanto a deleitavam por uns módicos 5 euros, com oferta de uma bebida. O ProjectoFrancesinha quer agradecer particularmente à Graça Lacerda pela excelente condução do percurso.

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12Nov/104

Capa Negra II – A Tradicao ja Nao e o que Era

Francesinha Capa Negra

Como já anunciado esta semana optamos por um local incontornável num roteiro de Francesinhas, o Capa Negra II. Sitiado na Rua do Campo Alegre bem no centro do Porto. Numa noite fria e chuvosa ansiávamos por um manjar digno do bom nome desta casa. Por muitas descrições que se possam fazer sobre este espaço, é um espaço mítico da cidade e com boas recomendações para um belo jantar. Na hora marcada nem todos os elementos estavam no local. Este pormenor não foi impedimento para que fossem pedidas umas entradas para reconfortar o estômago. Dois dedos de conversa e a mesa esta completa, estamos prontos para solicitar a nossa refeição. Das várias opções que existiam no menu, optamos pela afanada Francesinha c/ ovo e batata frita. Alguém mais preocupado com a mente e bem estar pede uma 'sopa da casa', em relação a este assunto ficamos por aqui... Passado algum tempo, sim foi demasiado, lá chegaram as Francesinhas. Bom aspecto, a batata já no prato (não é muito do agrado geral), com molho quanto basta e um ovo muito caseiro no topo.

Capa Negra

Super BockA movimentação é constante mais de 20 empregados circulam pelas salas com pratos e afins nas mãos. Os clientes também não são de menos, entram e saem como se de uma 'cantina' se tratasse.
Dedicamos as nossas atenções para o que tínhamos à nossa frente. Bons ingredientes, na temperatura ideal e com tamanho normal. Quanto ao molho não é dos mais saborosos, demasiado líquido. A batata 'verdadeira' é um sinal muito positivo, que em muitas casas é esquecido.

Uma francesinha média, satisfatória mas não 'top'. A casa é uma referencia, mas parece que se tem dedicado mais a outro tipo de petiscos. No fundo achamos a francesinha sem muito entusiasmo, não compromete, mas também não surpreende.
Achamos o preço exagerado para a qualidade da Francesinha, mas não para a qualidade e tradição do espaço.

Parâmetros lmatias
rpinto
hvara
dalves TOTAL
Local 8 8 8 7 7.75
Molho 5 6 6 6 5.75
Batatas 7 7 7 7 7
Inovação 6 4 5 5 5
Ingredientes 8 7 7 7 7.25
Preço 5 5 4 5 4.75
PONTUAÇÃO FINAL 6.5 6.17 6.17 6.17 6.25
CUSTO TOTAL 10.2 €
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6Nov/100

Circuito Pedonal “Francesinha” 19/11

ProjectoFrancesinha

No próximo dia 19 de Novembro de 2010, pelas 15h,  a Câmara Municipal do Porto irá promover um circuito pedonal cuja temática será a história da francesinha. Poderão inscrever-se através do e-mail casadoinfante-serveducativo@cm-porto.pt e é totalmente gratuito. Para obterem mais informações podem visitar a notícias no iPorto aqui. Evidentemente, o ProjectoFrancesinha vai marcar presença e se possível, dar algum feedback a todos vós.

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3Nov/100

Especial Maior: A Francesinha com os Amigos

Francesinha do Maior

Depois de um pequeno interregno no mês de Outubro para poupar o fígado (e a carteira!), finalizamos em chave de ouro com a visita a uma das casas mais emblemáticas dos jantares académicos no grande Porto: A Casa Cardoso, mais conhecida como O Maior. Desde o atendimento caseiro, à decoração, passando pelo ambiente e boa disposição e finalizando na inconfundível receita, O Maior fez as delícias de vários estudantes de todas as gerações...e do que vimos, continua a fazer!

EntradasPois bem, desta feita resolvemos convidar alguns amigos do Projecto para uma verdadeira tainada cujo prato principal é o do costume mas cujo objectivo era a diversão e a boa disposição.  Ao todo, fomos 11 convivas com o objectivo  de provar o tão afamado prato. Mas antes, degustámos umas azeitonas top com uns pastelinhos de bacalhau mesmo a calhar.

O MaiorA receita, uma das melhores da cidade do Porto, veio no ponto e não houve cá medidas q.b. mas sim cheios. Depois de um longo período diz-se que quem espera, sempre alcança...e pumba, estavam as 11 tostadinhas no prato. Por esta altura, já o Benfica marcara o segundo golo da sua vitória por 2-0 ao Paços de Ferreira e já alguns davam as primeiras garfadas. Claro que é bom lembrar que o Maior não é conhecido pelas suas francesinhas de top...e isso notou-se um pouco por toda a francesinha: acaba por não ter pergaminhos de, por si só, figurar entre as melhores. Mas pelo ambiente descontraído, caseiro e acolhedor do espaço vale a pena passar por lá para comer e beber à vontade com os amigos...nem que seja uma francesinha. E é sempre bom lembrar que tudo é à descrição (por 15 euros) e que, portanto, não falta mantimentos para uma viagem que se pretende longa e pela noite dentro. E se faltar direcção, estamos sempre certos que a escadinha, bebida espiritual que é servida no final da refeição para compôr, resolverá esse problema.

Parâmetros hvara
lmatias
rpinto
dalves convidados TOTAL
Local 9 10 9 9 9 9.20
Molho 7 5 5 5 6.43 5.69
Batatas 6 7 3 7 5.29 5.66
Inovação 4 6 3 3 2.29 3.66
Ingredientes 4 5 6 4 5.57 4.91
Preço 4 5 5 6 5.14 5.03
PONTUAÇÃO FINAL 5.67 6.33 6.17 5.67 5.62 5.69
CUSTO TOTAL 15 €(*)

(*) Total e não preço por francesinha, como de costume.

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20Out/1012

Mas afinal…qual e o melhor molho de Francesinha?

27_molheira_c_prato

Mas afinal....qual é o melhor molho de francesinha? Muitos disseram que o segredo da francesinha é o molho. E nós, do ProjectoFrancesinha, somos obrigados a concordar: uma má francesinha com um grande molho acaba sempre por escapar. E não existem grandes francesinhas sem bons molhos...o nosso ranking engloba vários parâmetros mas...um bom molho é sempre um bom molho! Existem várias receitas um pouco por toda a zona norte do país para este verdadeiro segredo. Uma das mais comuns pode ser considerada a seguinte:

  • 1 cerveja
  • 1 caldo de carne
  • 2 folhas de louro
  • 1 colher de sopa de margarina
  • 1 cálice de brandy ou vinho do porto
  • 1 colher de sopa de farinha maizena
  • 2 colheres de sopa de polpa de tomate
  • 1 dl de leite
  • piripiri q.b.

Aqui no ProjectoFrancesinha já provámos vários tipos de molhos. Uns bons...outros só assim assim. Fazendo uma selecção dos melhores, baseados nas pontuações de cada francesinha, temos as 5 melhores sem qualquer ordem especial:

Café Santiago Bufete Fase Pontual
Decomur Cervejaria Galiza

Conhecem um sítio com um molho melhor? Têm a vossa própria receita para o molho de francesinha? Enviem-na para projectoFrancesinha@gmail.com ou comentem neste post. Em breve, iremos visitar mais espaços com grandes francesinhas no Porto...até lá 😉

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