Archive for Janeiro 10th, 2008

Mobile Readers

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Amazon KindleConfesso-me: antes de saber da existência aqui deste rapaz ao lado, há uns meses atrás, sentia-me um visionário a imaginar tal dispositivo. Um leitor portátil de e-books. Infelizmente já não fui a tempo de registar a patente, o que é pena, a esta hora estava rico.

Neste site pode encontrar-se uma análise completa aos aparelhos mais vendidos no mercado de segunda geração (que utilizam e-ink).

A primeira coisa que salta a vista é o fraco design da grande maioria dos modelos. Numa época em que designs tão inovadores como o Ipod aquando do seu lançamento, insistentemente copiado por modelos mais baratos, estes leitores remam contra a maré. Talvez tenha sido uma opção dos fabricantes apostar na usabilidade em vez do design mas essa é uma aposta sempre perdida.

Aspectos à parte, todos os leitores têm practicamente as mesmas dimensões, justificadas pela necessidade de um visor confortável.

Os modelos da HanLin e da Sony mostram vantagens em relação aos seus rivais pois apresentam visores SVGA, o que facilita, por exemplo, a leitura de comics, enquanto que os outros apenas podem apresentar os documentos em tons de cinzento.

O kindle da Amazon tem a sua grande vantagem no pequeno teclado QWERTY integrado que facilita as anotações e pesquisas nos documentos, ao contrário dos outros modelos.

E-ink é uma tecnologia recente e talvez a grande falha é o tempo de refresh do visor. Todos os modelos apresentam quase 1 segundo de refresh.

O tempo médio de boot dos aparelhos é de cerca de 17 segundos, à excepção do PRS-500 da Sony, que leva mais de 1 minuto a ligar, sem qualquer razão para tal demora, este é o grande downside deste modelo.

Curioso notar que todos os aparelhos funcionam com OS Linux, aparentemente os grandes das IT’s como a Microsoft e a Apple mantiveram-se ao largo.

Todos apresentam memória interna com possibilidade de expansão através de cartões de memória.

O modelo da StarEBook é o único que apenas consegue ler dois formatos de ficheiros, todos os outros são capazes de reproduzir uma grande variedade de formatos, incluindo PDF.

Os preços variam entre os $300 e $600, ainda bastante caros para o tipo de aparelho, considerando que hoje conseguimos comprar um leitor de Mp3 por menos de 30€.

São poucas as informações sobre distribuição destes produtos na Europa, o único site oficial que apresenta os preços também em Euros é o da Bookeen.

Se é verdade que muita gente gostava de poder andar com uma coisa destas no bolso, também é verdade que os Mobile Readers têm muito para andar para conseguir penetrar no mercado internacional.

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O utilizador será sempre burro.

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Tudo bem, o título é um pouco excessivo, quiçá insultuoso, mas a ideia está lá. É preciso educar o utilizador. É preciso dificultar-lhe a vida porque um utilizador arranja sempre maneira de crashar o software. É dever do programador tornar isso difícil.

À primeira vista, pode parecer uma verdade de La Palice, mas nem sempre os programadores têm o cuidado de tornar as suas aplicações user-proof. Tudo o que pode correr mal, eventualmente vai acabar por correr mal a não ser que sejam tomadas medidas contra isso

Exemplo simples e fácil é limitar os inputs, isto é, se a aplicação pede para se introduzir um número inteiro, o utilizador, de alguma forma, acaba por introduzir “14342r3”, ou, “um”. Obviamente se estes casos não estiverem prevenidos no código, um óptimo programa pode ir por água abaixo.

O FNF ensinou-nos isto na primeira aula de programação, e a minha experiência profissional ainda não o conseguiu desmentir.

Em conclusão: o utilizador é burro; nós, programadores, temos de ser mais.

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return of the living dead, The

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Qual zombie este blog volta à actividade, quase um ano depois de ser criado e, também abandonado. O que hei-de fazer mais? Estudar para os exames? Yeah, right.

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