Produtividade

Porque é difícil incorporar novos hábitos?

Muitos perguntam-se porque é que ao longo da sua vida não são capazes de incorporar novas metodologias e novas filosofias de vida. Eu próprio me perguntava porque era tão difícil adoptar novos hábitos, mas foi hoje que algo em mim se esclareceu. Tudo depende da atitude que tomamos.

Na bíblia, nomeadamente no início do capítulo 13 do evangelho de S. Mateus (Mt 13, 1—23), Jesus, através de parábolas, explica as diferentes posições em que nos podemos colocar.

Parábola do Semeador

Primeiramente, podemos ser aqueles que captam as coisas ao longo do caminho, absorvemos o que vemos e ouvimos, revelando uma atitude reactiva àquilo que vai acontecendo ao nosso redor. Nesta posição, somos subjugados pelos abutres que nos manipulam e nos moldam à semelhança do que desejam obter, não nos dando a hipótese de tomar a nossa própria posição.

De seguida, podemos ser aqueles que vivem no rochedo com pouca terra, onde começamos a tomar as nossas próprias decisões e opiniões, começando a construir um mundo à nossa semelhança. No entanto, quando surge a primeira dificuldade, tudo se tolda e desistimos do projecto que tentamos conceber, pois não tínhamos as raízes necessárias para construir um novo mundo, com novas ideias. Esta será uma primeira etapa em que nos devemos conceber, será a tentativa-erro do novo projecto ou rumo que pretendemos tomar, mas rapidamente devemos procurar as fundações para que tudo se torne mais estável e duradouro.

Podemos ainda estar numa situação melhor, quase ideal, mas por conseguinte muito dificultada. Podemos ser aqueles que vivem na terra fértil, mas rodeados de silvas e espinhos. Quando estamos neste ponto, devemos procurar sair dele o mais depressa possível. Nesta área os novos projectos são férteis, mas dominados por lobbies que nos impedem de avançar e crescer, obrigando-nos a proceder à semelhança do que pretendem. Quando estamos a atingir uma nova etapa que coloca a situação dos mais poderosos perigosa, somos absorvidos para que não possamos ter vós e soltar o nosso grito.

Portanto, devemos procurar a terra fértil que nos deixa crescer, devemos ser capazes de ver, ouvir e absorver aquilo que nos é dado; cada semente. De seguida, podemos analisá-la e pô-la a render.

Para uns, esta semente renderá mais, para outros menos, mas a conclusão deverá ser só uma: se formos capazes de ouvir com os ouvidos, ver com os olhos e compreender com o coração, depositando a nossa energia na nossa vontade e nas semente que nos dão para crescer e criar as nossas fundações, teremos de ser capazes de render e gerar frutos. Para aqueles que têm uma atitude reactiva, não sendo capazes de inovar e gerar frutos, até o pouco que têm lhes será retirado, gastá-lo-ão ou esquecerão por nunca exercitarem.

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